Tem barulho nos bastidores antes do confronto: o adversário do Galo nas semifinais da Copa Sul-Americana, o Montevideo City Torque, foi envolvido numa acusação séria feita por um jogador do Cienciano. Para a Massa, é notícia que mexe com a expectativa do duelo — e com a imagem do rival.

O volante Santiago Arias afirmou, já no retorno ao Peru, que um dirigente do clube uruguaio teria oferecido dinheiro a atletas do Cienciano para que buscassem uma expulsão no jogo de volta em Montevidéu — partida que terminou 3 a 0 e levou o Torque à sua primeira semifinal continental. A fala ganhou repercussão imediata e deixou o ambiente tenso.

Horas depois, Arias publicou um pedido de desculpas e retirou a acusação, reconhecendo falta de sustentação. Ainda assim, a Conmebol abriu uma investigação preliminar e convocou o jogador para prestar esclarecimentos. Do lado do Torque, o diretor-geral chamou a alegação de "gravíssima" e disse que a retratação encerraria o caso.

Para o Galo, o cenário é ambíguo: o ruído pode virar munição emocional ou ser usado como cortina de fumaça pelo adversário. Não há, até aqui, prova de irregularidade — e o que vale é o que ocorrer em campo. Se o Torque celebra a primeira semi, a Massa tem chance de responder com futebol. Que venha o confronto — e que a história fique mesmo no tribunal da Conmebol, não na nossa partida.