O sorteio da Copa do Brasil realizado pela CBF colocou Cruzeiro e Atlético frente a frente pela quarta vez na história do torneio. A repetição do clássico em fases decisivas reforça a rivalidade e transforma o confronto em parâmetro imediato de avaliação para ambas as torcidas e comissões técnicas.

O primeiro encontro foi a final de 2014, quando o Atlético impôs duas vitórias — 2 a 0 no Independência e 1 a 0 no Mineirão — e conquistou o título. Aquela campanha ficou marcada como um ponto alto na trajetória recente do Galo na competição.

Em 2019, o roteiro mudou: o Cruzeiro dominou o jogo de ida das quartas, venceu por 3 a 0 no Mineirão, e resistiu à reação atleticana, que venceu por 2 a 0 no Independência, mas não reverteu o marcador agregado. Já o confronto de 2025, também pelas quartas, trouxe novo domínio da Raposa, com 2 a 0 em ambos os jogos — resultado que colocou o Cruzeiro em vantagem histórica nos duelos pela Copa do Brasil.

O cenário atual entrega um duplo desafio ao Atlético: além de buscar a classificação na bola, precisa responder à pressão por resultados que revertam a sequência recente em confrontos diretos. Para o Cruzeiro, manter o padrão em mata-matas é combustível político e esportivo. No fim, o clássico vale muito mais que uma vaga: mede recuperação, consistência e capacidade de entrega em jogos decisivos.