O Equador estreou na Copa com derrota por 1 a 0 para a Costa do Marfim, e quatro jogadores com vínculo ao futebol brasileiro — Gonzalo Plata (Flamengo) e os três atletas do Atlético-MG — foram a campo. Plata foi a válvula de escape pelo lado direito, atuando por dentro em várias ocasiões e obrigando o goleiro adversário a trabalhar após um forte chute no segundo tempo. O atacante do Flamengo terminou o jogo com uma finalização, 34 passes certos e três desarmes, e se manteve em campo até o apito final.
Pelo lado esquerdo, Alan Minda tentou dar profundidade e teve a principal chance equatoriana no primeiro tempo ao ficar de frente para o gol, acertando o travessão. O início promissor não se confirmou: ele acabou menos acionado na etapa final e foi substituído aos 10 minutos, nas estatísticas somando duas finalizações e 15 passes. O desempenho deixa claro potencial ofensivo, mas também fragilidade em decisões-chave dentro da área — um ponto que o Atlético precisa observar na volta ao trabalho.
Alan Franco, escalado na lateral direita, foi o destaque defensivo entre os jogadores do Atlético. Conhecido pelo trabalho de contenção, protagonizou um carrinho decisivo no primeiro tempo para evitar chance clara da Costa do Marfim e garantiu segurança no setor até ser substituído na etapa final. A atuação reforça a condição de Franco como opção sólida na retaguarda, com leitura de jogo e intensidade em marcação.
Preciado entrou com perfil mais ofensivo e buscou dar maior intensidade ao flanco direito, participando de cruzamentos e avanços verticais. Ao mesmo tempo, teve dificuldades para acompanhar a velocidade dos pontas adversários em alguns lances — uma vulnerabilidade que o Atlético-MG já acompanha internamente. No conjunto, a presença dos quatro atletas serve como vitrine e teste de resistência: boas respostas técnicas divididas com falhas pontuais e risco de desgaste físico que o clube terá de gerir nas próximas semanas.