O Atlético foi ao mercado no início da temporada com ambição clara: reforçar o elenco para os desafios de 2026. Ao todo, o clube registrou sete contratações. Fechado o primeiro semestre, o diagnóstico é misto. A maioria rendeu e ocupou espaços importantes, mas há reforços que ainda não justificam a aposta e exigem paciência ou ajuste.

Alan Minda é exemplo da curva de adaptação que costuma marcar jovens vindos da América do Sul. Contratado do Cercle Brugge com expectativa, o equatoriano demorou a engrenar. A virada veio na reta final do semestre, com atuação decisiva no clássico contra o Cruzeiro, quando marcou e ganhou confiança. Desde então, passou a figurar com mais frequência entre os titulares e a justificar, em parte, a aposta feita pelo clube.

Em direção oposta aparece Preciado. Reforço para uma lacuna na lateral direita, o equatoriano veio com status de titular da seleção, mas teve atuações abaixo do esperado. Oscilações defensivas e participação ofensiva discreta impediram a consolidação da vaga. O desempenho coloca pressão na comissão técnica e na diretoria para buscar alternativas, seja na confiança para dar sequência ao jogador, seja no mercado.

As contratações que mais corresponderam às expectativas foram Mateo Cassierra e Maycon. Cassierra assumiu a função de centroavante com recursos de pivô, mobilidade e faro de gol — já contabiliza gols e assistências que o tornaram referência após a saída de peças experientes. Maycon trouxe equilíbrio ao meio e liderança imediata, ocupando papel de protagonismo dentro e fora de campo. O saldo do semestre, portanto, é positivo em termos práticos, mas a irregularidade de alguns nomes mantém a necessidade de ajustes para que o projeto 2026 não seja comprometido.