O Atlético terá um desfalque significativo na partida de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana contra o Santos: o atacante argentino Cuello está suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo na partida de volta contra o Bragantino. A ausência do jogador retira do time uma peça de intensidade e referência no ataque, testando a capacidade de adaptação do técnico Eduardo Domínguez.
Para suprir a vaga, Domínguez trabalha com duas alternativas internas: Alan Minda e Jhoanner Preciado. Minda já atuou como ala no clube, mas tem perfil distinto de Cuello e oferece menos intensidade na recomposição defensiva, o que pode abrir espaços para o adversário. Preciado, que também atua como ala pela seleção do Equador, surge como opção mais próxima em dinâmica ofensiva e entrega defensiva, mas ainda é dúvida se repete o desempenho do argentino.
A situação ganha camada extra de urgência pela negociação em curso: o CSKA Moscou apresentou proposta por Cuello. O Atlético tem prazo até quinta-feira (10) para negociar com o clube russo; a janela brasileira fecha um dia depois. Se a transferência avançar, a diretoria terá tempo reduzido para buscar reposição no mercado nacional, elevando o risco de perda de rendimento no confronto e pressionando o planejamento esportivo.
No aspecto prático, a ausência de Cuello força Domínguez a reequilibrar a equipe sem poder contar com seu principal motor ofensivo — o que pode alterar esquema e funções de alas e pontas. Para a torcida e a diretoria, a partida contra o Santos passa a valer também por respostas rápidas: adaptar a equipe com qualidade ou correr o risco de ver a eliminação construída pela baixa de intensidade e opções limitadas no banco.