A preocupação tomou conta da torcida: Tomás Cuello virou dúvida para o clássico de segunda-feira, às 20h, no Maracanã. O argentino não participou de nenhum treino do Atlético-MG durante a semana por dores na costela, sofreu a pancada no jogo contra o Coritiba e, mesmo tendo atuado depois no Uruguai, ficou fora das atividades finais — na manhã de sábado foi visto acompanhando o treino do lado de fora.

A ausência alimenta apreensão porque Cuello é peça de destaque no ataque. Vice-artilheiro do clube na temporada, o argentino tem nove gols e oito assistências em 49 partidas, com participações decisivas em mata-matas da Copa do Brasil e da Sul-Americana. A comissão técnica deve aguardar o último treino de domingo antes de divulgar a lista dos relacionados para a viagem ao Rio.

Há, porém, sinais positivos no CT. Gustavo Scarpa participou da atividade e caminha para ser liberado pelo departamento médico após a lesão muscular na coxa direita sofrida em 16 de setembro — data em que o time eliminou o Santos nas quartas da Sul-Americana. Se confirmado, o meio-campista pode reforçar o setor ofensivo num momento importante da reta final.

Outra notícia que minimiza o risco é a presença do goleiro Everson, já à disposição da comissão técnica. O clube poderá ter mudanças pontuais no time, e a possível ausência de Cuello deve exigir ajustes táticos para manter o poder ofensivo diante do Flamengo, adversário direto na briga por posições de classificação.

O aspecto de classificação dá urgência ao problema: o Atlético ocupa a sexta posição com 50 pontos, a apenas um do G-5, e busca a vaga direta à Libertadores pelo Brasileirão. Se Cuello ficar fora, a perda de uma referência ofensiva seria sentida — cabe à comissão técnica definir alternativas e à Massa torcer para que os desfalques não comprometam a missão no Maracanã.