Quem é Galo sabe: algumas partidas pedem destino e personalidade. Cuello volta à Arena da Baixada com essa incumbência — enfrentar o palco onde viveu a pior fase da carreira no Athletico-PR e, hoje, ser a referência de um Atlético-MG que mira a parte de cima da tabela. A partida tem sabor especial para o atacante e importância clara para o time de Domínguez.
No Furacão, Cuello viveu altos e baixos: foi o jogador com mais partidas pelo clube (164 jogos), atravessou um longo jejum de gols de um ano e quatro meses e só encerrou a seca contra o Criciúma. Mesmo em meio ao contexto de rebaixamento do Athletico, o argentino reagiu e participou diretamente de 14 gols na reta final — quatro anotados e dez assistências — antes de seguir para o Galo.
O Atlético pagou cerca de 6 milhões de dólares pelos direitos econômicos do atacante. A conta, até aqui, tem mostrado retorno: Cuello é o principal artilheiro do time na temporada, com nove gols e oito assistências, e figura como a peça decisiva na campanha que mira uma vaga na Libertadores de 2027. Para Domínguez, sua presença é tanto solução ofensiva quanto sinal de saúde do elenco.
Além do apelo emotivo de reencontrar um passado conflituoso, há consequência prática: o desempenho do argentino influencia diretamente a capacidade do Atlético de se manter na luta por classificação internacional. Se Cuello produzir como tem feito, o Galo amplia suas chances; se falhar, o time perde o principal motor criativo e ofensivo que tem mostrado nesta temporada. Para a Massa, a expectativa é ver o artilheiro transformar memória ruim em resultado que vale pontos e ambição.