A Massa acordou com mais uma preocupação: o empresário André Cury ingressou com ação na Justiça contra o Atlético-MG e o sócio majoritário da SAF, Rubens Menin, pedindo cerca de R$ 46 milhões. O clube confirma a existência do processo, mas já sinalizou que o valor apontado não corresponde à sua visão dos fatos.
Segundo o histórico do caso, o litígio remonta a um acordo fechado em 2023. A cobrança inicial girava em torno de R$ 77 milhões e, após descontos, ficou perto de R$ 57 milhões. Parte do montante foi acertada à vista e o restante parcelado em 36 vezes — parcelas que, conforme a ação, teriam sido deixadas de ser pagas e desencadearam a cobrança atual. Reportagens também lembram que Cury já movia mais de 20 processos contra o clube e obteve bloqueios judiciais em disputas anteriores.
O Atlético, por meio de posição oficial, ressaltou que trabalha para equacionar dívidas acumuladas ao longo da década passada, que não adotou recuperação judicial e que mantém diálogo com credores. O clube afirma ter pago centenas de milhões nos últimos anos e defende a busca responsável pela solução das pendências — ao mesmo tempo em que contesta o montante reclamado na ação.
Para quem veste o manto, a repetição desse tipo de cobrança é sinal de que a novela das contas ainda não terminou. A diferença entre o que o agente pede e o que o clube reconhece aumenta a pressão sobre Menin e a diretoria da SAF: é preciso transparência sobre o cronograma de pagamentos e clareza sobre o impacto dessas disputas no caixa e no planejamento esportivo. A bola agora está com a gestão — resolver e explicar é o mínimo que a Massa espera.