A noite na Arena MRV ficou marcada pela imagem de Gabriel Delfim dominando a disputa por pênaltis e levando o Galo à semifinal da Copa Sul-Americana. Depois de um jogo que terminou 4 a 2 no tempo normal, o reserva de 24 anos foi decisivo: três defesas nas cobranças adversárias, festa da torcida e a vaga assegurada.
Delfim entrou na vaga de Everson, em recuperação de fratura no pé esquerdo, e mostrou que o trabalho nas categorias de base continua rendendo frutos. O goleiro disse ter estudado cada batedor do Santos e seguiu referências adotadas pelo titular, convertendo preparação em resultado em um momento de alta pressão.
Sobre a sequência de defesas, ele contou que buscou uma rotina mental: garantir a primeira defesa para ganhar calma e, a partir daí, deixar a euforia fluir. A comemoração saiu intensa — na volta para a torcida, o camisa 1 desabou de alegria e acabou dando um soco na trave, sem sentir dor — e, ainda na empolgação, teve de passar pelo exame de doping após a partida.
Na temporada, Delfim soma sete jogos pelo clube e consolida-se como alternativa concreta para Domínguez enquanto Everson segue em tratamento. A exibição não apenas carimba sua confiança como também aumenta as opções do treinador em fases decisivas, num contexto em que profundidade de elenco faz diferença.
Para a Massa, a noite teve gosto especial: um jovem da base assumiu papel de herói, colocou o Galo na semifinal da Sul-Americana e deixou claro que a reserva não é apenas retaguarda — é solução. Agora é preparar o próximo desafio e seguir empurrando esse time para frente.