Gabriel Delfim colocou-se publicamente pronto para assumir a meta do Atlético-MG no clássico contra o Cruzeiro, na terça-feira, na Arena MRV. A declaração surge na esteira da dúvida sobre Everson, que ficou fora do jogo com o Vitória por um trauma no pé esquerdo e tem poucas chances de ser liberado para a partida de volta das quartas da Copa do Brasil.

Delfim reapareceu nos 90 minutos do sábado depois de sete meses sem entrar em campo: foi acionado nos instantes finais e, embora pouco exigido, mostrou segurança nas defesas que realizou. Trabalhou em chutes de longa distância e não teve culpa no gol sofrido pelo Galo. A falta de ritmo, porém, é um fato: a última participação anterior havia sido ainda no Campeonato Mineiro, em janeiro.

A trajetória do reserva reúne elementos clássicos de formação nacional. Natural de Simonésia, começou no futsal como jogador de linha, foi revelado em projeto em Cubatão e passou pela Portuguesa Santista antes de chegar ao sub-17 do Atlético — avaliado por observador do clube, com o time santista mantendo 30% dos direitos. Subiu ao profissional e teve sequência pontual: entrou em campo em poucas partidas desde a estreia e tem contrato até dezembro de 2029.

Do ponto de vista técnico e tático, a possibilidade de lançar Delfim em um clássico encurta a margem de erro de Eduardo Domínguez. Um goleiro pouco utilizado pode cumprir o papel com segurança, mas o confronto exigirá comando da área e presença em bolas paradas — aspectos em que a rotina faz diferença. Para o clube, é uma oportunidade para testar a reserva e ao mesmo tempo um lembrete de que a saúde do titular pesa na estratégia do time em mata-matas.