A fila de técnicos do Brasileirão 2026 não dá trégua — e, ironia do calendário, foi aqui que tudo começou. Fernando Diniz foi demitido do Corinthians após a derrota por 2 a 1 para o Internacional e se tornou o 19º treinador a perder o cargo na Série A nesta temporada. A primeira baixa foi a de Jorge Sampaoli, que deixou o Atlético-MG em fevereiro, abrindo uma sequência que já virou rotina no futebol brasileiro.
Contratado em abril para substituir Dorival Júnior, Diniz deixa o Corinthians depois de 33 partidas no comando: 13 vitórias, oito empates e 12 derrotas — aproveitamento de 47%. A sequência ruim no Brasileiro, com sete derrotas consecutivas, deixou o clube a apenas um ponto da zona de rebaixamento e selou a decisão da diretoria, que já vinha pressionada pela eliminação nas quartas da Libertadores diante do Estudiantes.
O número de demissões (19) é reflexo de práticas repetidas: pouca paciência por projetos de médio prazo e reação imediatista às fases ruins. Para clubes que lutam na parte de baixo da tabela, a troca constante de comando raramente resolve a raiz dos problemas — planejamento, elenco e estrutura continuam sendo determinantes quando a temporada aperta.
Aqui no Galo a lembrança é dupla: Sampaoli foi o primeiro a cair, e isso não transformou automaticamente qualquer projeto em solução imediata. Torcedor quer resultado, mas também coerência. A lição de 2026 é clara: trocar técnico virou medida padrão, mas não há garantia de que a rotação traga estabilidade ou recuperação rápida.