O clássico contra o Cruzeiro ganhou um novo foco: a escolha do centroavante. A três dias do duelo decisivo pela Copa do Brasil, Eduardo Domínguez enfrenta uma decisão que mistura avaliação técnica e pressão externa. Cassierra, Reinier e Thiago Borbas formam uma disputa direta por uma vaga entre os titulares do Galo.
Cassierra mantém-se como nome de confiança do treinador, mas o colombiano atravessa um período de rendimento abaixo do esperado. São 16 partidas sem balançar as redes — desde 10 de maio — e o jejum acendeu questionamentos entre a torcida e parte da imprensa. A manutenção do colombiano no time importa não só pelo estilo de jogo, mas pelo sinal que envia à gestão do elenco.
Reinier aparece na ponta oposta: em ascensão. Com gols e assistências recentes, o camisa 19 foi titular na Sul-Americana e se destacou diante do Vitória, quando marcou e criou jogadas. O crescimento de produção o coloca como alternativa orgânica para a vaga, especialmente em partidas que exijam mobilidade e capacidade de articulação no último terço.
Thiago Borbas, recém-contratado, soma um ponto a seu favor: presença física e jogo de área. O uruguaio, que marcou seu primeiro gol com a camisa alvinegra justamente contra o Vitória, tem perfil de referência ofensiva e pode ser a opção tática caso o treinador prefira jogo direto e disputa com os zagueiros rivais no clássico.
Domínguez tem adotado discurso de paciência e confiança com os atletas, evitando decisões precipitadas. A definição que vier não é neutra: além do impacto imediato em campo, pesa na relação com o elenco e na resposta da torcida. Escolher entre manter a categoria titular por confiança, premiar a forma de Reinier ou optar pelo perfil de Borbas será também um recado sobre prioridades e risco à beira do confronto.