Eduardo Domínguez foi direto ao admitir que Gustavo Scarpa não atuou em plenitude no primeiro semestre. Segundo o treinador, dores no joelho direito — tratadas com artroscopia no dia 20 de maio — comprometeram o rendimento do camisa 10, que só foi liberado pelo departamento médico na última sexta.

A confirmação oficial da condição clínica afasta interpretações simplistas sobre oscilações na performance do meia, mas não isenta a cobrança. Scarpa negou, há dois meses, notícias sobre negociação na janela de meio de ano e reforçou que permanece feliz no clube; Domínguez manteve o jogador nos planos e agora espera recuperação plena.

No balanço do setor, o técnico também destacou pontos positivos e ausências que pesam. Elogiou a evolução de Lyanco, que tem apresentado versão mais consistente da defesa, e lamentou a lesão de Léo Duarte, cuja recuperação reduz as opções no miolo. O cenário mantém em evidência a necessidade de reforços para equilibrar elenco.

Enquanto a direção avalia mercado e o técnico tenta ajustar peças, sobra uma cobrança clara ao ataque, que no semestre passou longe de corresponder às expectativas. Em meio a frustração com desempenho ofensivo, nomes como Bernard aparecem como alternativa para assumir protagonismo no returno — mas o quadro segue dependente da plena recuperação física de Scarpa e de contratações pontuais.