O Atlético saiu derrotado por 2 a 0 do Morumbi, e o técnico Eduardo Domínguez não buscou justificativas milagrosas: apontou o desgaste acumulado pela equipe como elemento central para a atuação abaixo do esperado. Segundo o treinador, o desgaste foi tanto físico quanto mental, consequência natural de uma sequência intensa de partidas nas últimas semanas.
Domínguez admitiu que a invencibilidade tinha prazo de validade e lembrou que o calendário cobrou um preço. O rival teve mais tempo de preparação e vinha mais descansado, enquanto o Galo enfrentou compromissos pesados, incluindo o duelo contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil. Mesmo citando desfalques, o técnico sugeriu que, em face do contexto, a derrota poderia ter ocorrido mesmo com elenco completo.
A derrota acentua um dilema prático: como manter competitividade em três competições sem que o desgaste comprometa resultados-chave. A necessidade de rodar o elenco, preservar jogadores e ajustar a preparação física passa a ter peso maior nas próximas decisões da comissão técnica. Esse cenário também testa a profundidade do plantel e a capacidade do clube de conciliar ambição com gestão de esforço.
Domínguez reforçou confiança no grupo, mas a circunstância é clara: estar entre poucos clubes que jogam em três frentes traz custo. Mais do que uma leitura imediata do resultado, a derrota no Morumbi sinaliza a urgência de respostas em termos de estratégia e manejo de elenco, para que oscilações como a de hoje não se transformem em padrão ao longo da campanha.