Há cerca de seis meses no Brasil, Eduardo Domínguez faz um balanço pragmático da sua estreia no futebol brasileiro. O técnico reconhece a diferença de logística e ritmo em relação à Argentina e aponta as longas viagens e a necessidade de conciliar três competições como obstáculos constantes para o trabalho diário no Galo.

Domínguez também chamou atenção para a intensidade da concorrência: orçamentos maiores, qualidade individual dos jogadores e uma tabela em que muitos clubes brigam por objetivos semelhantes. Esse cenário, diz o treinador, exige gestão precisa de elenco e planejamento para não desgastar fisicamente o time ao longo da temporada.

Ao citar o Flamengo, o argentino não buscou comparação direta de mérito, mas usou o exemplo para ilustrar que nem mesmo clubes com mais opções de banco conseguem sustentar todas as frentes sem sofrer perdas. A observação reforça o argumento de que a perseverança do Atlético tem custo e exige constância de rendimento.

Na prática, o discurso aponta consequências claras: sem rodízio eficiente e controle de desgaste, cresce o risco de queda de desempenho nas competições decisivas. A avaliação de Domínguez funciona como sinal para a diretoria e para o elenco — a temporada exige gestão física, estratégia e recursos para manter ambição e competitividade.