Depois da vitória sobre o Bragantino, pela rodada atrasada do Brasileirão, o Galo ganhou outro ponto de atenção: Eduardo Domínguez confirmou que duas joias da base — Riquelme e Gabriel Veneno — já aparecem entre os relacionados e que o clube monitora a melhor hora para integrá‑los ao profissional. O técnico deixou claro que Riquelme tem mais condições imediatas de ganhar minutos, enquanto Veneno segue num processo mais gradual.

Riquelme, atacante de 17 anos, renovou com o Atlético em agosto até dezembro de 2029 e está no clube desde os 11 anos. Alternando entre sub-20 e sub-17, ele também é convocado com frequência para a seleção brasileira sub-17. Segundo a comissão técnica, pendências documentais que o afastavam foram resolvidas e o jogador vem treinando bem, o que abre espaço para uma estreia em curto prazo, especialmente em rodízios ou partidas com necessidade de oxigenar o elenco.

Gabriel Veneno, igualmente de 17 anos e sob contrato até julho de 2028, teve trajetória diferente: destacou-se na Copa Dois de Julho e foi levado à Cidade do Galo após atuações por seleções locais. A comissão técnica adota cautela em relação a ele, citando necessidade de ganho de massa e maturidade física para evitar insegurança em momentos decisivos — avaliação que pesa mais que a pressa por lançar nomes da base. O apelido, que o acompanha desde a infância, tem origem num episódio grave da infância, relatado nas bases do clube.

A aposta na formação tem efeitos práticos e políticos: além de renovar a imagem de um clube que revela talentos, promover jogadores da base pode aliviar a folha e abrir espaço no mercado. Mas exige equilíbrio: promover cedo demais traz risco esportivo; adiar demais pode frustrar atletas e a torcida. Para a Massa, a mensagem é dupla: Riquelme pode aparecer em breve; Veneno merece paciência. A cobrança segue — queremos o Galo competitivo e a prata da casa madura para fazer a diferença.