O empate por 1 a 1 com o Bahia deixou o Atlético-MG em alerta: além do ponto perdido, a partida evidenciou uma carência ofensiva que o técnico Eduardo Domínguez admite tentar corrigir no mercado. Em coletiva conduzida em português, o treinador confirmou a busca por um centroavante, mas foi franco ao reconhecer que contratações de impacto são hoje difíceis para o clube.
Domínguez reforçou confiança na diretoria e apontou que o Galo já investiu na janela de janeiro, citando a assinatura apenas do zagueiro Léo Duarte até o momento. A janela de inverno, que vai até 11 de setembro, dá margem para movimentações, mas a sinalização pública do técnico traduz um cenário de prudência financeira: há vontade de reforçar, mas pouca margem para grandes desembolsos imediatos.
Na avaliação técnica, o treinador explicou a escolha por Tomás Pérez na escalação inicial — opção ligada ao estado físico de Maycon — e justificou a entrada posterior de Cissé por características ofensivas diferentes. O time criou oportunidades, segundo Domínguez, mas faltou qualidade nas finalizações; a leitura evita crucificar atacantes por uma única partida, mas não resolve pressões recorrentes sobre o setor.
As vaias no fim da partida refletem um descontentamento que não é apenas de resultado: a queda de rendimento no segundo tempo alimenta cobrança da Massa. Com o retorno esperado de Preciado, Franco e Minda após a Copa, e a possibilidade de um reforço de área, a diretoria tem prazo para agir. Resta ao clube conciliar limitações orçamentárias com a necessidade de oferecer rendimento compatível ao tamanho e às ambições do Atlético.