O Atlético-MG venceu o Ceará por 2 a 1, nesta quinta-feira, pela quinta fase da Copa do Brasil, mas a vitória não dissolveu o clima de cobrança em torno do time. Eduardo Domínguez negou que tenha havido pedido de demissão no vestiário após a derrota para o Coritiba no Campeonato Brasileiro e se mostrou visivelmente cansado de responder à mesma pergunta.
A presença em campo também refletiu a insatisfação: 13.633 torcedores na Arena MRV, o segundo pior público do estádio, segundo registros do clube. O número sobressai como indicador de que, apesar da diretoria dizer haver percepção de crescimento, a margem de paciência da torcida é curta e os resultados imediatos pesam mais que projeções.
O lateral Renan Lodi foi além ao afirmar que os problemas do Galo extrapolam o setor de jogadores, defendendo o elenco diante das críticas. Domínguez respondeu que em clubes grandes as cobranças aparecem quando faltam resultados e pediu que comentários contundentes não contagiem o ambiente interno — uma conversa que expõe tensão entre discurso público e necessidade de solução prática.
A combinação de público reduzido, protesto discreto e desgaste após resultados variáveis amplia a cobrança para os jogos que vêm pela frente: o Atlético enfrenta o Flamengo no domingo, às 20h30, na Arena MRV, pela 13ª rodada do Brasileirão, e terá a partida de volta da Copa do Brasil no dia 13 de maio, no Castelão. Persistindo a irregularidade, cresce a pressão sobre treinador e diretoria por respostas mais rápidas.