O Atlético-MG teve sua sequência invicta interrompida no Morumbi e saiu com uma derrota que resseca um pouco da euforia recente. Eduardo Domínguez assumiu a responsabilidade e afirmou que a intensa sequência de jogos — incluindo clássicos contra o Cruzeiro — foi determinante para o rendimento abaixo do esperado. Mesmo na derrota, o treinador fez questão de elogiar a entrega do elenco e relativizar o resultado diante da maratona de partidas.
O técnico justificou as alterações no time titular, abrindo mão de começar com peças como Vitor Hugo, Fred e Cassierra e poupando atletas por lesão, como Everson e Ruan Tressoldi. No segundo tempo, o trio preservado entrou e estava em campo quando o São Paulo marcou com Luciano e Iago Borducci. Domínguez admitiu superioridade do rival no Morumbi, citando iniciativa e ritmo alto como fatores que exigiram um desgaste físico e tático do Galo.
Ao elogiar a equipe, o treinador usou o Flamengo como ponto de comparação para sublinhar um dilema: mesmo clubes com elenco amplo acabam pagando preço em uma temporada de competições múltiplas. A leitura é clara: rodar o time para preservar atletas tem limites práticos e políticos — e a derrota expõe a necessidade de gestão mais precisa da carga e das prioridades. O revés também custou a chance de se aproximar do G-5; o Atlético segue em oitavo lugar, com 36 pontos.
A agenda não dá trégua. Na quarta-feira, o foco volta à Sul-Americana, com o jogo de ida das quartas contra o Santos, na Vila Belmiro; o Brasileirão retoma no sábado, contra o Fluminense, na Arena MRV. A derrota acende perguntas sobre profundidade do elenco e sobre como Domínguez vai conciliar rotação e competitividade em decisões que valem sequência em todas as frentes.