A missão do Atlético nas quartas de final da Copa Sul-Americana é clara e árdua: reverter a derrota por 2 a 0 sofrida na Vila Belmiro. Na volta, marcada para quarta-feira (16) às 19h na Arena MRV, o Galo precisa de vitória por dois gols para levar a decisão aos pênaltis; um triunfo por três ou mais golos garante a vaga direta na semifinal. Quem avançar enfrentará o vencedor do confronto entre Montevideo City Torque e Cienciano.

Em entrevista antes do jogo, o técnico Eduardo Domínguez reconheceu o desempenho ruim na segunda etapa da partida de ida, mas demonstrou confiança no elenco e na força do time jogando em casa. Ele ressaltou que o Santos deixou o Atlético “vivo” na chave e que a equipe terá de aproveitar a oportunidade com o apoio da torcida para tentar a reação. O discurso é de mobilização e fé no grupo, sem prometer soluções mágicas.

Na prática, a missão exige mudanças claras: o Atlético precisa maior intensidade ofensiva sem abrir mão da organização defensiva, algo que tem faltado em momentos cruciais. A pressão por resultado terá efeito direto sobre a avaliação do treinador e dos jogadores; uma eliminação em casa traria cobrança imediata da torcida e alimentaria críticas sobre opções táticas e capacidade de reagir em partidas decisivas.

A Arena MRV aparece como fator determinante — e também como teste de maturidade para o Galo. Se conseguir traduzir a pressão em jogo agressivo e eficiente, há caminho para a virada. Se falhar, o projeto continental termina e a bancada elevará a exigência sobre elenco e comissão técnica. O duelo começa às 19h; do resultado dependerá boa parte do horizonte do Atlético na temporada.