Após a derrota por 2 a 0 para o Coritiba, na 12ª rodada do Brasileirão, Eduardo Domínguez negou ter pedido demissão e reafirmou que segue convencido da escolha de deixar o Estudiantes para aceitar o projeto no Atlético-MG. O treinador disse que não entrou no vestiário depois do jogo e foi direto para a coletiva, buscando evitar especulações e desgastes desnecessários.
Domínguez reconheceu o momento turbulento da equipe e admitiu que sabia dos riscos ao aceitar o cargo — que podia tanto render resultados rápidos quanto custar caro em caso de oscilações. Em tom firme, afirmou que não vai se desgastar com rumores e mentiras que circulam, e que pondera decisões com base em prós e contras antes de agir.
No vestiário, a cobrança é palpável: o goleiro Everson desabafou sobre a necessidade de 'juntar os cacos', sinalizando tensão interna e urgência por uma reação imediata. O ambiente esportivo e a pressão da torcida explicam por que os próximos resultados têm importância maior que declarações públicas: continuidade técnica depende de recuperação em campo.
O calendário traz uma oportunidade curta para respostas concretas — o Galo volta a campo na quinta-feira, contra o Ceará, pela Copa do Brasil, na Arena MRV. Se a equipe não apresentar mudanças visíveis, a pressão sobre a comissão técnica e a direção tende a crescer, transformando o discurso de convicção em argumento insuficiente diante de cobranças por desempenho.