Eduardo Domínguez chega à estreia do Atlético-MG na Sul-Americana com a marca construída nos mata-matas. O Galo enfrenta o Puerto Cabello, na Venezuela, às 23h (horário de Brasília), em um grupo que ainda tem Juventud e Cienciano. Vindo de duas vitórias, o time chega embalado, mas a decisão sobre poupar titulares já abre discussão entre torcida e diretoria.
A fama de Domínguez como técnico de decisões nasceu em 2015, quando, recém-aposentado e assumindo o Huracán como terceira opção, levou o clube argentino à sua primeira final continental na Sul-Americana. Eliminou adversários tradicionais — entre eles River Plate — e foi vice invicto, perdendo a decisão nos pênaltis para o Santa Fé após dois empates sem gols.
Domínguez construiu reputação de 'copeiro' depois da campanha do Huracán na Sul-Americana de 2015.
O currículo posterior reforça a imagem. Domínguez conquistou a Copa da Liga Argentina com Colón, repetiu o torneio com o Estudiantes, soma taças como a Supercopa do Uruguai e títulos nacionais e continentais recentes no clube de La Plata. Essa trajetória justifica respeito nas competições de mata-mata e alimenta a expectativa de que o treinador saiba dosar o plantel conforme a ambição do clube.
Mas a questão prática é direta: poupar no jogo de abertura pode proteger jogadores para o calendário brasileiro, porém abre margem para surpresas em uma competição eliminatória que não perdoa relaxo. Um tropeço na estreia transforma o que hoje é gestão de elenco em pressão imediata por resultados, altera o equilíbrio do grupo e reduz margem de erro nas próximas rodadas.
O confronto com o Puerto Cabello servirá como parâmetro. Se optar por preservar peças, Domínguez evidencia que o objetivo prioritário passa por outras frentes; se entrar com força máxima, sinaliza ambição continental desde o início. Em ambos os cenários, a leitura da torcida e a resposta do elenco serão decisivas para a narrativa do Galo na temporada.
A escalação contra o Puerto Cabello será o termômetro da prioridade do Galo entre competições.