O Atlético-MG entra em campo nesta quinta-feira na Arena MRV contra o Ceará com um argumento claro a seu favor: Eduardo Domínguez mantém 100% de aproveitamento como mandante em 2026. Levando em conta as partidas que o técnico dirigiu pelo Estudiantes-ARG e pelo Galo, são sete jogos em casa e sete vitórias — 10 gols a favor e apenas três sofridos — números que alimentam a ideia de que a equipe recuperou um espaço de domínio dentro de Belo Horizonte.

A lista de adversários não é desimportante. Pelo Estudiantes, Domínguez conquistou triunfos sobre Boca Juniors, Deportivo Riestra e Sarmiento de Junín, todos em Caseros. Já no comando do Atlético, somou vitórias na Arena contra Internacional, São Paulo, Athletico-PR e Juventud-URU. A estreia do treinador na Copa do Brasil acontece justamente nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), e a partida de volta está marcada para 13 de maio, no Castelão, às 21h30.

O histórica invencibilidade caseira funciona como contrapeso a um problema explícito: o retrospecto fora de casa sob Domínguez. Em oito partidas longe de Belo Horizonte, o time venceu apenas uma, empatou uma e perdeu seis, desempenho que impõe limites à leitura otimista do momento. Por isso, a aposta em garantir vantagem já no jogo de ida tem caráter prático — e financeiro: a classificação às oitavas rende R$ 3 milhões ao clube, reforçando a urgência de resultados.

A dinâmica imposta pelo treinador alimenta expectativas, mas também amplia cobrança. Se a marca como mandante prolongar-se, ela reforça a autoridade de Domínguez; se o Galo tropeçar na Arena, a fragilidade fora de casa tende a virar foco e a amplificar críticas sobre planejamento e prioridades, numa temporada em que o Brasileirão é internalmente tratado como prioridade. Na prática, o duelo com o Ceará funciona como termômetro: vitória consolidará a confiança; derrota, além de custar uma vaga e receita, complicará a narrativa do técnico.