A Massa pode até ter sofrido em Montevidéu, mas o sentimento que fica é de missão cumprida: o Atlético está na final da Sul-Americana. A vantagem construída no 3 a 0 da Arena MRV acabou sendo o trunfo que garantiu a vaga mesmo após o revés por 2 a 0 fora de casa. Quem se apresenta para falar por dentro do vestiário é o técnico Eduardo Domínguez, que não escondeu a insatisfação com a atuação, mas celebrou a cabeça do grupo.
Domínguez foi claro ao admitir que a equipe jogou abaixo do esperado, mas transformou o resultado em motivo de confiança. Para ele, a experiência da campanha anterior e a convicção dos jogadores são fatores que sustentam a candidatura ao título — e ao consequente acesso à Libertadores de 2027. O treinador lembrou que parte do elenco já passou por uma final e que os novos integrantes trazem segurança diferente ao projeto.
No plano prático, o foco em quem está disponível ganhou destaque. Everson, fora desde 1º de setembro por fratura no pé esquerdo, chegou a viajar com o grupo a Montevidéu, mas não foi relacionado. Domínguez ressaltou a importância do goleiro para o elenco e, ao mesmo tempo, elogiou a entrega de Gabriel Delfim: “estamos muito contentes” com o trabalho do substituto, e Everson “está perto” do retorno, sem data precisa.
O calendário não dá trégua: o Galo encara o Flamengo no Maracanã pela 32ª rodada do Brasileiro e, em seguida, mira a decisão com o Boca Juniors marcada para 21 de novembro. Para a Massa, o recado do treinador é direto — ajustar, manter a confiança e ir à luta. Se a final já deixa o coração mais acelerado, o chamado agora é claro: hora de transformar oportunidade em título.