O Atlético-MG saiu derrotado de Cusco diante do Cienciano e voltou ao Mineirão com respostas urgentes por dar. A equipe não conseguiu impor jogo, produziu apenas sete finalizações — com uma somente no alvo — e sofreu o gol inicial em uma falha defensiva. A combinação de baixa criatividade ofensiva e insegurança na retaguarda custou o resultado.

Na entrevista após a partida, Eduardo Domínguez optou por um tom conciliador: reconheceu rendimento abaixo do esperado, mencionou a altitude de 3.399 metros e a longa viagem como fatores adversos, e evitou apontar responsabilizados individuais. A mudança de postura contrasta com comentário anterior, após o confronto com o Juventud, que criticou atitude e ego — observação que, segundo relatos, não foi bem recebida pelo elenco.

Bernard resumiu o clima interno ao pedir que o grupo não busque culpados e sim uma reação coletiva. O técnico tentou também dar sinais de renovação ao promover jovens: Kauã Pascini começou e outros três atletas de 20 anos — Cauã Soares, Iseppe e Luís Gustavo — entraram no segundo tempo, diante de um momento delicado que serviu para testar alternativas.

A consequência imediata é clara: o Galo fecha a rodada na lanterna do Grupo B, com três pontos, enquanto o Cienciano lidera com sete. A derrota intensifica a pressão: o clássico contra o Cruzeiro, sábado às 21h no Mineirão, passa a ser um termômetro para avaliar reação e urgência tática; na próxima terça o time volta à Sul‑Americana, contra o Juventud, em Montevidéu.