Entre o primeiro jogo das quartas da Copa do Brasil e a sequência do Campeonato Brasileiro, o Atlético vira o foco para a 25ª rodada: enfrenta o Vitória neste sábado. Eduardo Domínguez tem à frente o dilema clássico de técnicos que disputam títulos em curto espaço: usar força máxima para somar pontos imediatos ou preservar atletas-chave para o confronto decisivo com o Cruzeiro.
A comissão técnica chega ao duelo com pelo menos cinco ausências confirmadas. Ruan Tressoldi seguirá fora após acionamento do protocolo de concussão — quadro que recomenda ao menos cinco dias de afastamento. O goleiro Éverson também ficou de fora por um trauma no pé esquerdo; o clube não detalhou o tempo de recuperação, e Gabriel Delfim deve assumir a meta. No departamento médico ainda estão Léo Duarte (lesão muscular posterior na coxa direita), Lyanco (ruptura da fáscia plantar do pé esquerdo) e Igor Gomes (estiramento do ligamento do pé direito).
Uma notícia positiva para o técnico é o retorno de Victor Hugo, liberado após tratar um edema no adutor da coxa direita e apto para ser relacionado. Além do goleiro reserva, o elenco conta com alternativas em todas as linhas — nomes que podem ser lançados contra o Vitória para poupar titulares, como opções de meio-campo e ataque já utilizadas nas últimas rodadas.
A decisão de rodar o time tem justificativa esportiva e médica, mas traz risco: perder pontos no Brasileirão pode aumentar a cobrança sobre o treinador e comprometer a recuperação do Galo na tabela. Domínguez precisa equilibrar a proteção do elenco e a manutenção de ritmo competitivo; a escolha deste sábado dirá quão conservadora ou ambiciosa será a estratégia do clube nas próximas semanas.