Eduardo Domínguez chega a seis meses no comando do Atlético nesta segunda-feira, 24 de fevereiro. Contratado após deixar o Estudiantes, o técnico argentino foi aposta da diretoria por um trabalho exitoso na Argentina, embora ainda pouco conhecido no futebol brasileiro, e sucedeu Jorge Sampaoli com a missão de devolver padrão e resultado ao Galo.

Os primeiros meses foram de instabilidade. Domínguez viveu pressão ainda no Campeonato Mineiro: eliminou o América nos pênaltis na semifinal, mas caiu para o Cruzeiro na decisão. A sequência nacional e sul-americana trouxe altos e baixos, com o ponto mais crítico na goleada por 4 a 0 sofrida para o Flamengo, em 26 de abril, na Arena MRV, e a derrota para o Cienciano na Sul-Americana — resultados que abriram questionamentos sobre sua permanência.

A resposta esportiva foi rápida. Em 2 de maio, o Atlético venceu o Cruzeiro por 3 a 1 e mostrou organização; a pausa do calendário permitiu ajustes e, na retomada, o time embicou uma série de 11 partidas sem derrota — seis vitórias e cinco empates. O desempenho também se refletiu nas competições: o Galo alcançou as quartas da Copa do Brasil (enfrenta o Cruzeiro) e da Sul-Americana (pega o Santos), além de subir para a 9ª colocação do Brasileirão, com 33 pontos.

O próximo período será determinante. A sobreposição de confrontos por mata-mata e o calendário carregado vão testar elenco, opções táticas e a capacidade de Domínguez de manter evolução. A meta prática é clara: transformar a invencibilidade e os avanços em estabilidade que garanta vaga na Libertadores — algo que dependerá mais de manutenção de desempenho do que do discurso sobre recuperação.