A derrota por 1 a 0 para o Santos, neste domingo, reacendeu a pressão sobre Eduardo Domínguez no Atlético. Foi o segundo revés consecutivo e o técnico admitiu que há «urgência» por um resultado já na quinta-feira, contra o Juventud, pela Sul-Americana, na Arena MRV. Domínguez deixou claro que usará os melhores jogadores e que, se preciso, repetirá a equipe para tentar recuperar confiança.

No pós-jogo, o treinador apontou diagnóstico objetivo: o time tem perdido muitas bolas na construção de jogo, o que gera falhas nas transições defensivas. O problema não foi pontual — ocorreu também contra o Puerto Cabello, na Venezuela — e, nas palavras do treinador, expõe falta de segurança na hora de tocar a bola diante de adversários de maior hierarquia.

O histórico recente do clube aumenta a cobrança. O elenco havia conseguido, pela primeira vez, duas vitórias seguidas no Brasileiro (sobre Athletico-PR e Chapecoense), mas perdeu o embalo com as derrotas na Sul-Americana e agora para o Santos. Barba lembrou que a equipe oscila há mais de dois anos; Domínguez, um mês e meio no cargo, frisou que não há milagre imediato e que será preciso trabalho contínuo.

Na prática, o jogo contra o Juventud deixou de ser apenas uma partida de fase de grupos: virou chance de apagar o desgaste e evitar que o clube se distancie da competição. A cobrança aumenta e a resposta técnica precisa passar por correções na construção e mais segurança nas transições — senão, a sequência de resultados pode complicar ainda mais a paciência do torcedor e do clube.