Dorival Júnior foi demitido do Corinthians na noite de domingo, após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, na Neo Química Arena. Campeão da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa do Brasil de 2026, o treinador encerra a passagem pelo Timão com 66 jogos, 26 vitórias, 19 empates e 21 derrotas, aproveitamento de 48,9%.
A saída de Dorival torna-se mais um capítulo de um Brasileirão que já contabiliza dez trocas de comando técnico. Segundo levantamento que acompanha o campeonato, o primeiro a cair foi Jorge Sampaoli — contratado em setembro de 2025 — demitido em 12 de fevereiro após o empate por 3 a 3 com o Remo. Na segunda passagem pelo Atlético, Sampaoli teve 34 jogos, com 10 vitórias, 16 empates e oito derrotas (45%).
A demissão de Dorival reforça a sensação de instabilidade técnica no Brasileirão de 2026.
A lista de demissões ainda inclui nomes como Fernando Diniz (Vasco), Juan Carlos Osório (Remo), Filipe Luís (Flamengo), Crespo (São Paulo), Tite (Cruzeiro) e Vojvoda (Santos). Cada caso traz números distintos, mas o padrão é o mesmo: diretoriaes reagindo rapidamente a resultados ruins, mesmo quando há conquistas recentes no currículo dos técnicos.
No caso do Corinthians, a decisão expõe uma diretoria sob pressão da performance e da torcida, que optou por mudança imediata em vez de um projeto de médio prazo. Para clubes como o Atlético — que já protagonizou uma demissão precoce — a sequência mostra que nem mesmo histórico recente ou títulos garantem estabilidade se os resultados não acompanham, aprofundando incertezas técnicas e de planejamento.
O décimo corte reforça a dimensão política do futebol brasileiro: há custo institucional e financeiro em práticas repetidas de troca de comando. A temporada passa a ser vista tanto como disputa em campo quanto como um termômetro da tolerância das diretorias — e da paciência das torcidas — frente a resultados que não satisfazem.
Para o Corinthians, a troca de comando é um reconhecimento do custo político e esportivo da sequência de resultados.