A gente sente no torcedor a inquietação: Dudu entrou em um jejum de gols e questionou publicamente o tempo que tem recebido em campo. O último gol do atacante pelo Galo foi em 8 de abril, na derrota por 2 a 1 para o Puerto Cabello, pela fase de grupos da Sul-Americana. Desde então, foram 16 partidas em que quase sempre entrou no segundo tempo.
Os números evidenciam a queixa: são 540 minutos acumulados nesse período — média de 34 minutos por jogo —, o equivalente a seis partidas inteiras. Ele foi titular apenas três vezes e só voltou a jogar os 90 minutos naquela partida contra o Puerto Cabello. Em pelo menos uma ocasião, teve chance clara que foi salva em cima da linha, segundo relatos do jogo.
A concorrência dentro do elenco explica parte da limitação de oportunidades. Na esquerda, Bernard tem sido privilegiado e tem sete gols em 45 jogos; na direita, Cuello é titular com nove em 44 partidas. Alan Minda figura como alternativa. Dudu tem 34 jogos e quatro gols em 2026, chegou ao clube em maio de 2025 após romper com o Cruzeiro e tem contrato até o fim de 2027. Rumores de mercado circularam, mas não houve proposta formal ao Atlético.
Resta ao Galo e ao jogador decidir o caminho: dar mais minutos para recuperar ritmo e potencial ofensivo ou manter apostas que têm produzido gols. Para o torcedor, a cobrança é dupla — por rendimento imediato e por justificativa esportiva da contratação — e a comissão técnica precisa explicitar uma estratégia clara para não transformar a insatisfação em problema maior dentro do elenco.