O Galo não encontrou alívio para o problema de gols na Arena MRV e a Massa voltou para casa com um empate: 1 a 1 contra a Chapecoense. Dudu reapareceu no time no segundo tempo, tentou e teve a melhor chance alvinegra, mas o jejum do atacante já ultrapassa cinco meses — e a cobrança, natural, cresce entre torcida e imprensa.

O atacante entrou aos 13 minutos do segundo tempo e, aos 29, exigiu um milagre do adversário: o chute foi salvo em cima da linha por Bruno Matias. A jogada expôs o sintoma principal do caso Dudu: bolas de perigo existem, mas o último passo, a finalização certeira, não aconteceu. Antes dessa partida, o jogador havia ficado quatro jogos seguidos sem ser utilizado.

Dudu lembrou publicamente que parte do problema passa pelos minutos efetivamente disputados: nas últimas partidas foi quase sempre opção a entrar, com poucas partidas como titular — três, segundo o levantamento do clube — e presença em 16 jogos após o último gol, marcado em 8 de abril contra o Puerto Cabello, pela Sul-Americana. Em 2025, o atacante acumulou quatro gols e quatro assistências em 26 jogos; na temporada atual, figura em 34 partidas com quatro gols anotados.

Do ponto de vista tático e emocional, o caso exige decisão. O atacante defende seu trabalho nos treinos e diz não ter cobrado o técnico Eduardo Domínguez por mais oportunidades, mas a realidade é objetiva: o Galo precisa de eficiência no ataque. Se o aproveitamento de Dudu permanecer restrito a entradas tardias, a diretoria e a comissão terão de decidir se aumentam seu tempo de jogo para recuperar o ritmo ou procuram alternativas para resolver a seca de gols.