A gente gosta de ver ex‑Galo mostrando serviço — e Dyego Coelho tem correspondido. Chegado ao Nacional de Muriaé em agosto, o treinador soma três vitórias em três jogos: 3 a 0 sobre o Santarritense, 1 a 0 contra o Inter de Minas e uma virada por 2 a 1 diante do Nova Lavras. O desempenho levou o NAC à liderança isolada do Grupo A e deixou a classificação para o Hexagonal Final praticamente encaminhada.

O histórico de Coelho como jogador é conhecido: revelado pelo Corinthians, com passagem pelo Atlético‑MG e títulos estaduais pelo Galo, ele construiu carreira como técnico a partir de 2015 nas categorias de base do Corinthians. Passagens por Metropolitano, Inter de Limeira, trabalho no Portimonense (sub‑23) em Portugal e, mais recentemente, funções em São Bento, Cuiabá e Democrata SL compõem a trajetória que o trouxe de volta a Minas.

Do ponto de vista esportivo, o início arrasador em Muriaé fortalece duas leituras. Primeiro, confirma habilidade do treinador para ajustar equipes rapidamente em divisões menores, algo valorizado no mercado; segundo, coloca pressão para manter regularidade: bastam dois resultados ruins para voltar à incerteza típica dessas fases de grupos. Para o Nacional, que havia sido rebaixado ano passado e buscava reação, o momento é oportuno para recuperar prestígio e receita local.

O NAC volta a campo neste sábado, às 15h, contra o Novo Esporte em Itabirinha (Estádio Dr. Adilson Machado de Farias). Se a equipe mantiver o ritmo, Coelho segue empolgando a Massa — e reforça que jogadores que passaram pelo Galo também podem dar retorno de talento quando abraçam a carreira de técnico.