Na retomada do Brasileirão, o Atlético ficou no empate por 1 a 1 com o Bahia na Arena MRV e voltou a deixar a torcida insatisfeita. Apesar do controle territorial em momentos do jogo e do gol de Ruan antes do intervalo, o time não conseguiu sustentar a vantagem após o erro defensivo que originou o empate. O resultado deixa claro que o placar não traduz apenas equilíbrio: revela lacunas de elenco e limitações táticas.

O desenho entre 3-4-2-1 e 3-4-3 terminou por evidenciar a carência de opções na retaguarda. O clube tem apenas dois zagueiros de origem na formação titular — Ruan e Lyanco — e recorreu a Natanael para compor a linha de três quando necessário. Essa solução improvisada funciona em momentos, mas aumenta a exposição a transições rápidas, justamente o ponto explorado pelo Bahia no lance que resultou no gol de Ademir.

No ataque, a dinâmica dependente das corridas de Renan Lodi e Cuello trouxe profundidade, mas foi insuficiente diante da falta de precisão no último passe e nas finalizações. O gol saiu de bola parada, sintoma de dificuldade para criar chances claras em jogo corrido. Com apenas uma contratação nesta janela, a diretoria dá sinais de que o elenco ainda é curto: falta profundidade para rodar atletas e cobrir desgaste físico e falhas de desempenho.

A combinação entre erro individual, carência de peças e imprecisão ofensiva amplia a cobrança sobre Eduardo Domínguez e sobre o departamento de futebol. Se a ambição do clube passa por brigar nas primeiras posições, será preciso reforçar setores-chave — especialmente a defesa e opções ofensivas — sob risco de ver a campanha ser marcada mais por instabilidade do que por consistência.