O Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 0 no sábado (12), com gols de Murilo e Vitor Roque, mas a nota dominante nas análises pós-jogo foi a arbitragem de Rafael Klein. Torcedores tricolores reclamaram da atuação, sobretudo pela aparente falta de padrão na marcação de faltas mais duras.

A comentarista de arbitragem Renata Ruel avaliou que a expulsão de Luis Osorio, que atingiu Joaquín Piquerez com as travas da chuteira no fim do primeiro tempo, estava correta: houve uso excessivo de força e o lance justificaria cartão vermelho. A interpretação, neste ponto, foi considerada adequada pela especialista.

No segundo tempo, entretanto, um lance envolvendo Larson e Iago gerou comparações. Ruel afirmou que, embora não idênticos, os episódios tinham elementos semelhantes de intensidade e consequências. Para ela, a entrada de Larson, mesmo com possível toque na bola, trouxe uso de força e lesão parcial do adversário, o que poderia ter resultado em expulsão — e o VAR deveria ter recomendado a revisão.

A diferença de critério entre os dois lances abriu novo capítulo na discussão sobre consistência da arbitragem e do VAR no Campeonato Brasileiro. Além do impacto imediato no jogo e no resultado, a análise pública de especialistas reforça a necessidade de uniformização de critérios para evitar desgaste institucional e reclamações recorrentes das torcidas e das comissões técnicas.