Desde a chegada de Eduardo Domínguez, o Atlético-MG convive com uma clara indefinição de escalação. Apenas cinco jogadores — o goleiro Everson, o zagueiro Ruan, o lateral-esquerdo Renan Lodi e os meias Alan Franco e Victor Hugo — foram titulares em todos os jogos, sinal de que o técnico segue testando alternativas em praticamente todas as demais posições.
A lateral direita é uma das principais interrogações: Preciado e Natanael têm se revezado e brigam pela vaga, sem um dono absoluto. No miolo da defesa, Ivan Román e Alonso ganharam chances e entram na rotação, enquanto Vitor Hugo e Lyanco, recém-recuperados de lesão, reaparecem na lista de opções e buscam reconquistar ritmo e confiança.
O Atlético vive uma indefinição tática desde a chegada de Domínguez.
No meio-campo de marcação, Mamady Cissé é a novidade que preocupa e anima ao mesmo tempo: vinha em crescimento antes da lesão, está recuperado e volta a figurar nas opções, ao lado de Thomás Perez e Alexsander. Maycon, por sua vez, ainda atravessa a fase final de recuperação e não deve ser contado como carta certa para a estreia imediata.
A criação segue como ponto frágil do time: Scarpa, Igor Gomes, Bernard e Reinier ainda não se firmaram como parceiro estável de Victor Hugo, o que mantém o setor criativo em aberto. No ataque, Hulk segue sendo o mais escalado, mas Domínguez já avaliou duplas com Dudu, Cuello e Cassierra; Alan Minda, até aqui, não teve oportunidade como titular.
O cenário desenha um Atlético com elenco amplo, mas sem soluções definidas — situação que aumenta a pressão por resultados imediatos. A próxima prova de fogo será na quinta-feira, às 19h, contra a Chapecoense, na Arena Condá, quando o treinador terá de transformar testes em respostas em campo.
A abundância de opções amplia a disputa, mas também exige respostas rápidas em campo.