A volta de Everson aos treinos mexe com a Massa. O capitão, recuperado de uma fratura no pé esquerdo que o afastou desde 1º de setembro e o tirou de cerca de dez jogos, reapareceu com bola e reforça a concorrência na posição mais sensível do time.
Do outro lado, Gabriel Delfim deixou de ser apenas sombra. Presente no clube há mais de dez anos, o jovem teve oito partidas recentes e cresceu nos momentos decisivos: classificou o Galo nas cobranças contra o Santos ao defender três pênaltis e acumulou atuações que lhe deram destaque no elenco.
Os números ajudam a entender o quadro: Everson acumula 23 jogos na amostra com 27 gols sofridos e 57 defesas; Delfim tem oito partidas, oito gols sofridos e 22 defesas, com aproveitamento proporcional em jogos sem sofrer gols. A comparação mostra experiência contra forma, volume contra rendimento em momentos de pressão.
No vestiário e na comissão técnica a decisão é delicada. Eduardo Domínguez evitou apostar publicamente num titular absoluto e afirmou que escolherá no momento certo, reconhecendo a importância do capitão e elogiando a aparição do garoto. Para o Galo, a escolha terá impacto direto nas próximas fases da Sul‑Americana e da Copa do Brasil: optar pelo histórico ou pela onda de confiança é uma decisão que pode pesar nos resultados.
A torcida quer estabilidade e segurança nas tomadas de bola — e a diretoria precisa aceitar que concorrência boa é problema que se resolve com critério. Que vença o Galo: mas, principalmente, que a escolha aumente nossas chances nos jogos decisivos.