Dói como torcedor e como jogador. O Galo voltou de Buenos Aires com a sensação de oportunidade perdida: para Everson, uma das vozes do elenco, o vestiário após a final da Libertadores parecia um velório — imagem usada para traduzir a tristeza e a vergonha que grudaram no time depois do 3 a 1 para o Botafogo, mesmo com a vantagem numérica que o jogo ofereceu logo no início.

O goleiro relembra que Gregore foi expulso aos 29 segundos e que, apesar do cenário favorável, o Atlético não conseguiu impor reação suficiente. Vargas diminuiu, mas o time carioca ainda ampliou nos minutos finais. Para Everson, aquela derrota ficou como um trauma coletivo que competiu com outras frustrações da temporada, como o vice na Copa do Brasil e a luta contra o rebaixamento no Brasileiro.

A fala do capitão — dada ao Charla Podcast — traduz um problema que vai além da perda do título: é o peso psicológico que uma derrota decisiva provoca no grupo e no relacionamento entre atletas após o jogo. O silêncio do vestiário, a impossibilidade de encarar os companheiros e a espera para deixar o estádio foram lembrados como cenas duras, que cobram resposta da equipe nas temporadas seguintes.

Na visão atleticana, a lição ganhou prioridade na construção do elenco e na meta da temporada atual: o foco no Brasileiro. Everson, que também comemorou seis anos de clube, não esconde a cobrança interna. Resta ao Galo transformar a frustração em reação concreta em campo — e a Massa espera ver essa virada já nos próximos compromissos.