A presença de Éverson é a principal incerteza do Atlético para o clássico com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, marcado para terça-feira (2), às 21h, na Arena MRV. O goleiro sofreu um trauma no pé esquerdo no jogo de ida, no Mineirão, e foi poupado do duelo contra o Vitória pelo Brasileirão, o que mantém seu status como dúvida para o confronto decisivo.
A importância do problema vai além da rotina de gerenciamento de elenco: o primeiro jogo terminou 1 a 1, e um novo empate leva a vaga para os pênaltis. Éverson se firmou nos últimos anos como referência do clube em cobranças e defesas decisivas, o que transforma sua possível ausência em questão tática e psicológica para a equipe neste momento-chave da temporada.
Em pouco mais de seis anos no Atlético, Éverson já defendeu 22 cobranças de pênalti e participou diretamente de nove decisões por pênaltis, com o time avançando em seis ocasiões e sendo eliminado em três — um aproveitamento de 66,6% nas disputas com ele no gol. Além de evitar gols adversários nas penalidades, o goleiro também participou como batedor, com sete conversões registradas pelo clube.
Sem Éverson, o Atlético perde uma vantagem concreta nas decisões e terá de ajustar estratégia: aumenta a importância de treinar alternativas para cobranças, definir um substituto confiável no gol e preparar a equipe para o impacto psicológico da ausência. A situação é simples em termos médicos, mas tem efeito prático sobre chances em pênaltis, confiança interna e na relação com a torcida num clássico que pode definir sequência na Copa do Brasil.