O goleiro Éverson entrou em campo como titular na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil, apesar de ter sofrido uma lesão no pé na partida de ida. A confirmação do problema veio do departamento médico do Atlético após o clássico; o jogador havia sido dúvida até momentos antes do confronto.
Segundo o médico Rodrigo Lasmar, o atleta teve um trauma que resultou em fratura no pé. Para viabilizar sua participação no jogo de volta, o clube aplicou bloqueios anestésicos e conduziu um tratamento intensivo nos dias que antecederam o duelo. O procedimento permitiu que Éverson treinasse e atuasse, mas o alívio foi temporário.
Após a classificação, o clube informou que o goleiro precisará ser afastado para tratar a fratura de forma conservadora — sem cirurgia — o que abre a necessidade de preservação imediata. A solução temporária adotada para o clássico cumpre o objetivo esportivo, mas impõe um custo: a comissão técnica terá de reorganizar a posição em jogos decisivos até a recuperação.
O caso combina reconhecimento do sacrifício do jogador com a obrigação de administrar riscos médicos. Para o torcedor, resta a satisfação pela classificação; para o clube, o desafio é garantir recuperação plena sem comprometer o calendário e a estabilidade do time nas próximas semanas.