A expulsão de Villalba, aos 16 minutos do segundo tempo, foi o episódio que mais repercutiu na vitória do Atlético-MG sobre o Cruzeiro pela Copa do Brasil. O árbitro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho ao jogador cruzeirense após o contato no rosto de Cuello, decisão que gerou protestos imediatos do time alvinegro, que cercou o juiz. A falta de consenso sobre o critério da punição ganhou as redes sociais e dividiu torcidas.
O clássico, porém, já trazia tensão antes do lance. O Atlético teve a primeira grande chance com Cassierra, que acertou a trave em cobrança de falta; o Cruzeiro respondeu com Arroyo e com finalizações perigosas. Um erro na saída do Galo permitiu a jogada que terminou com Kaio Jorge sofrendo pênalti de Vitão — Klaus assinalou a penalidade e Kaio Jorge abriu o placar batendo no ângulo.
Com a expulsão de Villalba, o Cruzeiro passou a jogar com um homem a menos e o goleiro Otávio foi mais exigido. Depois de pressão intensa, o Atlético empatou com Victor Hugo, que recebeu na área, girou e finalizou com precisão. Na reta final, Fred apareceu em grande estilo para virar a partida e garantir a vitória do Galo, que também chegou a assustar nos acréscimos quando Kaio Jorge salvou em cima da linha.
Além do resultado, o jogo deixou duas leituras claras: a recuperação do Atlético sob pressão e a discussão inevitável sobre critérios de arbitragem em clássicos. A expulsão será citada por quem questiona uniformidade de decisões em lances duvidosos; internamente, a comissão técnica alvinegra também sai com a preocupação extra da lesão de Ruan nos minutos iniciais. No campo político do futebol, decisões desse tipo alimentam debates técnicos e podem influenciar avaliações em próximas partidas.