O Atlético oficializou a contratação do volante Fred na sexta-feira (14). Aos 33 anos, o jogador chega com a missão explícita de ser uma referência técnica do time depois da saída de Hulk, ocupando também a simbólica camisa 7 que ficou vaga desde maio.
A escolha do número não é apenas estética: Fred já havia usado a camisa 7 no Fenerbahçe e chega com a expectativa de assumir um papel de liderança no meio-campo. A comparação com o ídolo é inevitável e amplia a pressão sobre o veterano, que terá de transformar experiência em influência dentro de campo.
O clube registrou a conclusão do negócio após meses de tentativa — a negociação foi tratada publicamente em tom descontraído, fazendo alusão às sucessivas tratativas até o acerto. O vice de futebol, Paulo Bracks, definiu a contratação como um desejo antigo da diretoria, finalmente concretizado nesta sexta.
Do ponto de vista esportivo, a chegada de Fred preenche um vácuo de comando e técnica, mas também levanta uma cobrança clara: não basta a camisa e o histórico; será preciso rendimento imediato para justificar a expectativa da diretoria e da torcida. Em campo, a resposta determinará se a transferência vira alívio ou novo ponto de pressão em um elenco que busca estabilidade.