A noite de terça-feira foi de afirmação para Fred. Em sua estreia como titular no clássico contra o Cruzeiro, no Mineirão, o volante teve atuação decisiva: marcou o primeiro gol com a camisa do Atlético-MG, deu a assistência que iniciou a virada para Victor Hugo e ajudou a equipe a carimbar a vaga. A presença do capitão no jogo de maior cobrança só reforçou o simbolismo do resultado.
O gol que definiu a classificação saiu aos 43 minutos do segundo tempo, em finalização de fora da área — um momento que mistura precisão e timing em jogo de alta pressão. Antes disso, Fred já havia contribuído com a assistência do primeiro tento da reação. Depois da partida, dedicou a vitória aos companheiros Everson e Maycon: o meia vinha sentido dores, foi anunciado na escalação, mas acabou vetado no aquecimento e deu lugar a Natanael.
Mais do que números, o camisa 8 deixou claro o lado emocional da volta ao clube que considera de coração. Ele destacou a recepção do elenco e da torcida e afirmou que quer trazer energia ao vestiário — lembrando que saiu bem de passagens por clubes europeus antes de retornar ao Brasil. A combinação de presença, passe e chute elevou a influência do capitão dentro do time.
Do ponto de vista do Atlético, a atuação de Fred tem efeito imediato e simbólico: além de garantir a classificação, oferece ao técnico uma opção de liderança e repertório no meio-campo. É cedo para transformar a boa noite em tendência, mas o desempenho reforça a ideia de que o elenco tem alternativas competitivas e que a postura dentro dos clássicos pode ganhar maior consistência com jogadores experientes assumindo protagonismo.