A gente volta de Curitiba com o empate no bolso e uma preocupação maior: a saúde dos nossos principais jogadores. O Atlético-MG arrancou um 2 a 2 na Arena da Baixada, mostrou competitividade e reação, mas a saída de Fred no primeiro tempo por um incômodo na parte posterior da coxa deixou a Massa apreensiva.

O técnico Eduardo Domínguez foi franco ao relacionar o problema ao nível de exigência nesta reta final. Fred será submetido a exames para avaliar a gravidade; Cuello, artilheiro do time no ano com nove gols, sentiu algo parecido durante a partida, mas acabou permanecendo porque o time já havia realizado todas as substituições. No jogo também houve boas atuações individuais, como a de Delfim, e o goleiro adversário teve intervenções importantes.

A leitura técnica é óbvia: com calendário apertado — incluindo a definição no Brasileiro e a tentativa de chegar à final da Sul-Americana em outubro — qualquer desconforto vira risco. Domínguez terá de dosar minutos, proteger peças-chave e promover alternativas no banco. Uma eventual baixa de Fred ou de Cuello obrigaria ajustes táticos que podem pesar nas próximas rodadas.

Para a Massa, sobra ansiedade e cobrança: queremos resultados, mas sem abrir mão da prudência. O domingo contra o Santos (30ª rodada) já vem aí e vai mostrar se o Galo tem fôlego e alternativas para manter a briga nas duas frentes. Aqui é Galo — exigimos raça, mas também planejamento.