A contratação de Fred foi recebida com alívio e empolgação pela Massa: não é só um nome de peso que voltou ao Brasil, é um jogador que rapidamente virou referência no vestiário e dentro de campo. A decisão, tomada em agosto, teve caráter pessoal e simbólico — o meia quis retornar ao Galo para cumprir um objetivo de carreira e assumir papel de liderança numa equipe em reconstrução.

Os bastidores mostram que o caminho não foi linear. O Fenerbahçe detinha os direitos — o Atlético pagou €2 milhões (R$ 11,9 milhões na cotação atual) pela liberação, além de €500 mil (R$ 2,9 milhões) condicionados a metas. Durante as conversas, surgiu uma investida do Palmeiras: o empresário de Fred, torcedor do clube paulista, chegou a levar a proposta à presidência de Leila Pereira. O jogador, porém, optou pelo projeto atleticano e recusou a oferta.

No campo, a aposta já tem retorno. Fred soma um gol e três assistências em oito jogos com a camisa do Galo e firmou contrato até o final de 2029. Mudou-se com a família para Lagoa Santa e rapidamente passou a comandar o meio de campo, oferecendo experiência num elenco que busca consistência. Para o treinador e para a diretoria, a combinação de liderança e produção técnica amplia as opções táticas e dá resposta concreta à torcida.

Do ponto de vista do clube, o negócio mistura ambição esportiva e risco calculado: desembolso relevante por um veterano que, até aqui, retribui com presença decisiva. Para a torcida, resta celebrar a volta e exigir sequência — que Fred se mantenha decisivo e que a diretoria siga competente em transformar investimentos em resultados. E, claro, fica a satisfação de ver o meia escolher o Galo quando teve chance de seguir outro caminho.