A entrega da camisa 7 a Fred reacende um capítulo simbólico do Atlético-MG. O número, marcado pela temporada de Hulk — que anotou mais de uma dezena de gols justamente contra o Cruzeiro — ficou sem dono desde a saída do ídolo em maio. A expectativa cresceu desde a negociação, reforçada pela estreia do atacante no empate com o Internacional, e pela confirmação de que estará à disposição para o clássico decisivo da Copa do Brasil no Mineirão.

Nas declarações de apresentação, Fred deixou claro o tom que se espera de um reforço que carrega história: respeito ao ex-camisa 7 e à torcida, foco em somar ao elenco e recusa à ideia de substituí-lo. Mais do que gesto simbólico, a escolha da numeração implica pressão imediata — especialmente em jogo mata-mata — e aumenta a cobrança por desempenho por parte de um torcedor que viu naquele número momentos decisivos contra o maior rival.

O atacante, de 33 anos, volta ao Brasil após temporada no Fenerbahçe e passagens por Shakhtar Donetsk e Manchester United, e assinou contrato até o fim de 2029. No histórico recente, Fred já havia enfrentado o Cruzeiro defendendo o Internacional: duas partidas, dois empates e nenhum gol. Essa ausência de protagonismo anterior ante o rival torna a estreia em clássico ainda mais observada pela arquibancada e pela imprensa.

Do ponto de vista do Atlético, a operação mistura necessidade esportiva e apelo simbólico: um número 'pesado' agora pertence a um jogador que precisa provar sua capacidade de decidir jogos relevantes. Se o desempenho no Mineirão não corresponder à expectativa, a reação será rápida — e a cobrança pública, intensa. Por outro lado, um bom início, sobretudo com gols contra o Cruzeiro, reduzirá o peso da camisa e dará margem ao treinador Domínguez para encaixar a nova peça com mais tranquilidade.