A principal movimentação do Atlético-MG nesta janela não foi um megatransferência, mas a volta de um nome identificado com o clube: o meia Fred. Em apenas cinco jogos com a camisa alvinegra, ele já teve papel decisivo na classificação sobre o Cruzeiro pela Copa do Brasil, com um gol e uma assistência, e reconquistou parte da torcida pela entrega imediata em campo.
A janela, porém, apontou um quadro geral de retração no país: houve queda de 70% nos valores desembolsados em relação à primeira janela do ano, com os números alcançando o patamar mais baixo desde a segunda janela de 2023. A CBF também autorizou uma exceção para inscrições nacionais entre 9 e 17 de julho, o que permitiu o registro de 19 atletas no período adiantado por conta do calendário.
Enquanto o Atlético apostou na recomposição do elenco com um veterano de impacto imediato, rivais fizeram movimentos distintos e mais volumosos. O levantamento aponta Cruzeiro e Vasco entre os maiores gastadores — cerca de R$ 110 milhões e R$ 106 milhões, respectivamente — e o Flamengo na sequência. O Cruzeiro, aliás, viu seu reforço mais caro, Gabriel Pec, sofrer fratura na estreia, um exemplo do risco envolvido em apostas elevadas.
Para o Atlético, a eficácia de Fred alivia uma cobrança esportiva imediata, mas não encerra o debate sobre planejamento e reposição de qualidade para uma temporada longa. A estratégia de trazer um jogador pronto deu resultado pontual; o desafio será manter consistência física e técnica enquanto rivais continuam a movimentar o mercado em busca de soluções para a disputa no Brasileiro e competições mata-mata.