A chegada de Fred ao Atlético teve resposta imediata. Recém-contratado, o volante foi decisivo na classificação histórica sobre o Cruzeiro pelas quartas de final da Copa do Brasil: gol e assistência na vitória por 2 a 1 na Arena MRV. Foi uma estreia que alia produto em campo e simbolismo para a relação com a torcida.

Aos 33 anos, o jogador volta ao país após carreira longa na Europa. Formado nas categorias de base do Galo, Fred passou por desavenças na saída e reconstruiu trajetória internacional no Shakhtar Donetsk — mais de 150 jogos e oito títulos —, no Manchester United — onde superou 200 partidas e conquistou a Copa da Liga — e no Fenerbahçe, com mais de 100 partidas e carinho da torcida turca.

No plano seleção, Fred soma 32 partidas e esteve nas Copas América de 2015 e 2021 e nas Copas do Mundo de 2018 e 2022. O jogo contra a Croácia em 2022 marcou um dos momentos mais difíceis da sua carreira; retornar ao Brasil dá a ele uma chance concreta de ressignificar a imagem perante o público nacional, começando por atuações consistentes com a camisa do Galo.

Além do aspecto emocional, a contratação tem peso de mercado para o Atlético: é sinal de ambição e traz experiência ao meio-campo. Resta ao jogador transformar boa estreia em regularidade. Se mantiver o nível, reforça a candidatura do time a títulos e justifica o investimento; se falhar, a proximidade com a torcida pode virar cobrança, lembrando que identificação e resultados caminham juntos.