O Atlético-MG confirmou o acerto com o volante Fred, em informação antecipada pelo jornalista Fabrizio Romano. O jogador rescindiu o vínculo com o Fenerbahçe e deve assinar contrato válido por três anos e meio, até o fim de 2029. Para viabilizar a transferência, o clube mineiro pagará uma compensação de cerca de €2 milhões ao clube turco, além de até €500 mil em bônus.
Revelado nas categorias de base do Internacional, Fred construiu carreira estável na Europa: foi comprado pelo Shakhtar Donetsk em 2013 e, em 2018, transferiu-se ao Manchester United. Também integrou a Seleção Brasileira nas Copas de 2018 e 2022. Chegou ao Fenerbahçe em 2023 e, após pouco mais de três temporadas na Turquia, encaminhou a volta ao Brasil para defender o Galo.
Nas redes sociais, a notícia provocou reação imediata da torcida: prevaleceu o otimismo sobre o ganho de qualidade no meio-campo e a sensação de que o clube mostrou ambição no mercado. Parte dos torcedores ressalta, porém, que a contratação traz pressão — tanto por expectativas esportivas quanto pelo investimento efetuado — e exigirá resultado rápido para justificar o custo.
Do ponto de vista diretivo, a operação também diz respeito a maturidade do Atlético no mercado: trata-se de um nome de peso, acarretando desafio de integração tática e gestão de elenco. A negociação, relatada como antiga preocupação do vice de futebol Paulo Bracks, vinha sendo acompanhada há meses e ficou condicionada à rescisão com o clube europeu. Resta ao clube transformar a experiência e a liderança de Fred em vantagem imediata nas competições nacionais e continentais.