O Galo faz a Massa sorrir e segurar o suspiro: mesmo sem apresentar o melhor futebol, o Atlético-MG carimbou a vaga na final da Copa Sul-Americana. Em Montevidéu, o time perdeu por 2 a 0 para o Montevideo City Torque, mas o 3 a 0 conquistado na Arena MRV na partida de ida manteve a vantagem no placar agregado.
A noite no Centenário teve momentos de aperto e nervosismo. O Atlético não conseguiu repetir a autoridade da ida, sofreu com a pressão adversária e viu Alan Franco ser expulso — episódio que complicou a reta final. Dois gols sofridos já nos minutos finais transformaram a classificação em drama, mas não em reversão do resultado geral.
Além do valor esportivo de disputar uma final inédita da competição, a vaga tem reflexo financeiro: a presença na decisão praticamente dobra a premiação recebida pelo clube na Sul-Americana. No campo técnico, porém, a atuação levanta interrogações sobre ritmo, alternativas táticas e controle emocional em jogos decisivos.
A Massa pode comemorar, mas a cobrança segue firme: disciplina para evitar expulsões, organização defensiva nas bolas paradas e mais objetividade nas chances criadas. Contra o Boca Juniors, em 21 de novembro, em Barranquilla, o Galo precisa transformar a vantagem construída em um título que ainda falta ao clube.