O Atlético-MG conquistou a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil com um desfecho dramático: aos 48:55 do segundo tempo, com o jogo empatado e quatro minutos de acréscimo já assinalados, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza levou o apito à boca para encerrar a partida e, em seguida, desistiu de apitar o final. A bola foi lançada para a área, a defesa do Juventude falhou ao afastar, e Alan Minda aproveitou a confusão para empurrar para as redes. Foi o suficiente para o Galo avançar e gerar intensa reclamação da delegação e da torcida adversária.
A partida, nas suas etapas anteriores, teve um roteiro previsível: primeiro tempo estudado e com poucas chances claras, Atlético mais com posse, Juventude organizado em bloco e perigoso nas transições. No segundo tempo, o time gaúcho chegou a ter maior presença ofensiva, mas faltou eficácia. O Galo, por sua vez, esbarrou no sistema defensivo rival até os instantes finais, quando a improvisação e acreditar até o fim acabaram por decidir o jogo.
A controvérsia sobre a interrupção — e a posterior reversão de intenção do árbitro — virou o centro do jogo. Jogadores e comissão do Juventude reclamaram com o juiz, apontando que o apito quase encerrara a partida. Independentemente da revisão da imagem ou dos procedimentos, o fato é que a decisão do árbitro mudou o desfecho da partida e deixou um gosto amargo para os visitantes, que viram escapar uma classificação que parecia encaminhada para os pênaltis.
Para o Atlético-MG, além da classificação, fica o mérito de arrancar a vaga em circunstâncias adversas e a capacidade de persistir até o último lance. Para o Juventude, a derrota amplia a frustração e abre cobranças pela falha defensiva no momento decisivo. No campo da arbitragem, o episódio reforça a necessidade de clareza e firmeza nas decisões finais — sobretudo em jogos eliminatórios, onde um segundo pode virar destino.